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Anna Pavlova
compasso

Anna Pavlova

setembro 2020

Talento, técnica e tenacidade: são algumas das qualidades que um grande bailarino deve possuir. Para se tornar um artista de renome internacional, significa estar um pouco acima dos demais. São verdadeiros exemplos de dedicação e força de vontade. Ser bailarina não é só de corpo, é de alma. Ser bailarina é contagiar alegria e doçura no olhar. É dançar como o vento move as folhas. É sentir a música e emocionar-se.

E na lista dos melhores de todos os tempos, dedico a atenção e homenagem a Anna Pavlova.

Nasceu a 12/02/1881, em São Petersburgo, Rússia, de origem humilde. De talento e carisma excecionais, fascinou o mundo da dança no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Seu extraordinário talento e suas interpretações extremamente pessoais deram um novo sentido ao Ballet Clássico.

No seu oitavo aniversário, a sua mãe presenteia-a com o espetáculo “A Bela Adormecida” no teatro Mariinsky. Emocionou-se tanto que decidiu a partir daquele dia dedicar-se à dança.

Tenta ingressar na Escola de Ballet Imperial de São Petersburgo, mas foi rejeitada, devido à idade, baixa estatura e não ter os requisitos técnicos e físicos para uma bailarina na época, não sendo forte e musculada, mas pequena, leve e frágil.

Isso não a desencorajou, e foi considerada a primeira a quebrar os padrões standard de uma bailarina. Compensou com trabalho árduo e aos dez anos é aceite e gradua-se aos 18 anos. Tornou-se “Prima Ballerina”.

Em 1911, forma a sua própria Companhia, que foi a primeira a fazer um Tour Mundial.

Destaca-se por criar as suas coreografias e ficou mundialmente conhecida pela sua interpretação da “Morte do Cisne”, um dos solos mais famosos, criada pelo russo Mikhail Fokine em 1905 e por ela, pelo pioneirismo, criação dramática, expressão, com detalhe do movimento do torso e dos braços, dramaticamente únicos, sendo difícil acreditar que não era um cisne.

Deve-se a ela a sapatilha de ponta como a conhecemos hoje, pois adaptou e costurou-a para melhor estabilidade na performance do cisne e “repadronizou” a aparência física das bailarinas.

Em 1931, com apenas 49 anos, morreu de pneumonia, deixando um legado de 30 anos dedicados à Dança.


Sónia Ribeiro
Bailarina, coreógrafa e professora de dança