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Setúbal e a Grande Guerra

janeiro 2019

Os impactes da Grande Guerra mudaram o rumo da História no século XX e Setúbal, terceira maior cidade industrial e demográfica portuguesa, não foi exceção.

A I Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, teve efeitos negativos, como a decadência dos famosos laranjais, mas também positivos, com novas oportunidades para o vinho e as conservas.

As profundas necessidades externas dos aliados, proporcionadas pelo facto de as conservas de sardinha serem um dos principais meios de alimentação das tropas em combate, contribuíram para o boom da indústria de conservas nos anos da guerra.

De salientar, igualmente, que foi nesta altura que o Moscatel de Setúbal “descobriu” o mercado brasileiro, com a Casa José Maria da Fonseca a abrir uma filial na maior cidade do Brasil, e, por outro lado, os laranjais reduziram os níveis de produção e de exportação.

Outro aspeto negativo foi o aumento da mortalidade provocada pela epidemia de gripe espanhola que deixou muitas crianças órfãs, o que levou à criação do Orfanato Municipal Dr. Sidónio Pais, hoje Casa da Baía.

Além disso, muitos filhos de Setúbal, a partir do Quartel do 11, integraram o Corpo Expedicionário Português mobilizado para França em 1917 e 1918. A todos os que por lá ficaram, o núcleo setubalense da Liga dos Combatentes da Grande Guerra prestou homenagem com a criação do Monumento aos Mortos da Grande Guerra.

CONSERVAS
CONSERVAS CONSERVAS

A Grande Guerra impulsionou um crescimento incrível do setor, que, em 1920, registava 130 fábricas, entre as quais a Perienes, hoje Museu do Trabalho Michel Giacometti, que davam emprego a mais de 10 mil pessoas, um terço dos habitantes de Setúbal.

CASA DA BAÍA
CASA DA BAÍA CASA DA BAÍA

Setúbal não escapou à epidemia mundial de gripe pneumónica, com os registos a apontarem para a morte de 672 habitantes vítimas da doença. Para amparar os órfãos, nasceu o Orfanato Municipal Dr. Sidónio Pais, hoje Casa da Baía.

QUARTEL DO 11
QUARTEL DO 11 QUARTEL DO 11

Os nomes dos 214 setubalenses que combateram na frente europeia da Grande Guerra estão inscritos nas paredes do Quartel do 11, na exposição “Portugal e a Grande Guerra – Setúbal e os Impactos do Conflito”, patente até 12 de janeiro.

MONUMENTO
MONUMENTO MONUMENTO

O núcleo de Setúbal da Liga dos Combatentes da Grande Guerra homenageou os mortos com a construção de um monumento, inaugurado a 22 de novembro de 1931. O projeto foi possível graças à contribuição financeira de instituições e da população.