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Arte rechonchuda

março 2020

Figuras convexas, de formas redondas e repletas, enriquecem com arte o espaço público setubalense. Esculpidas entre o fantástico e o grotesco, corpos femininos, de conceção generosa, promovem uma cultura de proximidade. São as meninas “gordas” de Setúbal.

Neste momento são quatro, fruto da criatividade do artista João Duarte, todas em bronze de patine esverdeada, fundidas por uma empresa de Bilbau, Espanha. Invulgares e atrativas, estas meninas dão-se a conhecer nas ruas da cidade e despertam a curiosidade, tanto de munícipes como de visitantes.

A primeira, de nome Dolce Vita, repousa sentada, há mais de cinco anos, em posição destacada no Largo da Misericórdia. A segunda, batizada de Menina da Cadeira, instalou-se cerca de um ano depois, igualmente no centro histórico, no Largo Dr. Francisco Soveral, e oferece descanso a quem precisa.

A escassos metros de distância surge outra. É a Menina com Mala, que descansa defronte da entrada do emblemático túnel do Largo da Ribeira Velha. A mais recente chegou já este ano, em veículo de duas rodas. É a Menina com Bicicleta, em viagem pela Avenida Luísa Todi.

Estas são as meninas “gordas” de Setúbal, esculturas adquiridas pela Câmara Municipal para embelezamento do espaço público e que promovem, em simultâneo, interação e aproximação cultural. Manifestações artísticas, inspiradas em motivos diversos. Sempre no feminino.

DOLCE
DOLCE DOLCE

A primeira “gorda” chega em 2015. Instalou-se no Largo da Misericórdia, no âmbito de uma obra de requalificação que trouxe um novo desenho urbanístico àquele espaço. De posição sentada, “Dolce Vita” tem cerca de 1,60 metros de altura e meia tonelada de peso.

CADEIRA
CADEIRA CADEIRA

De pé, a segurar uma cadeira, oferecendo-a para quem a quiser utilizar. Esta é a menina que, desde 2016, se apresenta no Largo da Ribeira Velha. Igualmente em bronze, de patine esverdeada, é mais robusta do que a primeira, pesando cerca de setecentos quilos.

MALA
MALA MALA

Feita de grandes sínteses e de expressão poética num jeito natural e despreocupado, a “gorda” da avenida, de 2018, faz-se acompanhar de uma mala de viagem, de um leque em forma de concha e de uma máquina fotográfica. Em pé, recebe aplausos em pose de contemplação.

BICICLETA
BICICLETA BICICLETA

Já este verão de 2020, em duas rodas, mais uma “gorda” veio parar à cidade. Em cima de uma bicicleta, está na placa central da Avenida Luísa Todi, junto da ciclovia, equipamento urbano que inspira a mais recente criação de João Duarte, com 2,10 metros de altura.